Say my name…

Eu ODEIO MEU NOME. E isso é um problema pra mim. Porquê todo mundo insiste em saber meu nome. Eu acho completamente desnecessário saber como eu me chamo na vida real, mas não, as pessoas da internet ainda insistem em saber como mamãe me batizou, dito isso contarei como eu descobri que meu nome tão odiado não é o meu nome.

Eu já nasci com apelido. Na minha família eu sou a Nega. Ou neguinha como minhas tias e tios me chamam ainda hoje, e meus irmãos e mãe me chama de nega. Em casa ninguém me chama pelo meu nome, nunca.

Na escola o tormento, todo mundo sem exceção errava meu nome, que já é horroroso sem erro. Cresci e veio a internet. Glória a Deus nas alturas eu não tinha que usar meu nome, a vamos de Fake. Passei toda época do Orkut sendo Michelle. Tem gente das antigas que me chama assim até hoje. Era um fake da mocinha de velozes e furiosos.

Então veio o Twitter, 2009 e fiz com meu nome real. Nas primeiras interações o Cid do Não Salvo zuou meu nome. E eu nunca senti tanta vergonha na vida e desisti dele pra sempre.

Durante anos fui Misantropia, eu amo esse nome. Combina demais comigo e tirei de uma música do Matanza. Quando o perfil do twitter caiu e tive que arrumar outra @ A Bajoriana por motivos que amo o planeta Bajor e DS9.

Nos meus jogos me chamam de Nyméria. Meus amigos mais íntimos me chamam de Ny. Todo mundo sabe que é proibido perguntar meu nome então eu sou só Ny. Acho fofo.

Melhor grupo

Mas voltando lá nos meus 30 anos quando eu descobri que meu nome podia sim piorar.

Eu precisei de uma segunda via da minha certidão de nascimento. Eu fui registrada numa cidade chamada São domingos do Norte, fica entre o fim do mundo e onde judas perdeu as botas. Ali na esquina da puta que pariu. Chego eu na cidade e vou até o cartório, um moço bem velhinho me atende e explico que precisava da segunda via da certidão, mostro minha identidade e cinco minutos depois o moço me trás uma certidão nova e… MINHAS PERNAS TREMEM… O moço tinha escrito meu nome errado na certidão nova.

Eu: Moço esse aí não é meu nome. Tá errado.

O moço: Não tá errado não, olha aqui.

O moço abre um livro enorme, empoeirado e lá na página MEU NOME RASURADO. tinha um N com um M riscado por cima.

Eu: Moço quem foi o bêbado que rasurou meu nome? O moço: Me desculpa senhora, mas não tem bêbado aqui fui eu mesmo que registrei a senhora quando nasceu.

Me desculpa moço eu tava nervosa. Respira. Tudo bem senhor, olha minha identidade. Tá diferente da certidão que o senhor me deu, pode por favor fazer uma segunda via com o nome igual? Eu já tenho 30 anos eu já odeio esse nome não quero trocar de nome agora.

O moço rasgou a certidão, foi lá e digitou uma nova com o nome antigo. Mas lá em São domingos do Norte tem um livro onde tenho outro nome. E eu odeio saber disso.

Então é isso. Nunca perguntem meu nome e por acaso se alguém aí souber guarde pra vocês. Eu me chamo Nyméria, Ou Bajoriana. Como quiserem chamar.

Eu gosto que me subestime.

No início da Pandemia eu ainda tinha Instagram. Na real era 31 de dezembro de 2019 eu tava lá de bobeira e alguém me seguiu, segui de volta e logo o rapaz me chamou no direct. Não era lindo, mas também não era feio. Tinha umas 04 ou 05 fotos só. Instagram novo. Dei papo. O papo fluiu maravilhosamente bem.

Parecia que tinha sido feito para mim, tudo que eu gostava ele gostava mesmas músicas, séries, jogos. Deveria ter acendido meu alerta, mas ainda não.

Daí para o sexting foi um pulo. E rolou, uma duas, várias vezes e sumiu… Fiquei bem triste.

Uns dois meses depois reaparece diz que foi assaltado, ficou sem celular e que tinha uma ex maluca tentando roubar o Instagram dele, coisa que tal ex já tinha feito antes e por isso ele tinha um Instagram novo. Ok, plausível. Ainda não desconfiei.

Me envolvi de novo, sexo virtual vai e vem, Fotos dos meus peitos rolando pra lá e pra cá. Nada de foto dele. Nada de áudio, nada de me pedir outro meio de contato além do Instagram. Aí soou meu alerta de algo errado. TODO HOMEM PEDE O ZAP, é mais forte q eles. Se não pede ai tem.

Eu pedi um número de contato e pedi q fizesse um Telegram. Me enrolou dias, mas eu queria ouvir a voz dele. Uns 15 dias eu insistindo me veio com um número de telefone e disse que tinha feito um telegram. Aí fiquei mais tranquila. Porém, zero foto. COMO ASSIM NÃO VAI ME MANDAR FOTO DO PINTO? Tá estranho.

Madrugada eu sem sono e nada pra fazer, resolvi xeretar o Instagram do Mozão novo. Primeira coisa que vi e acendeu um alerta vermelho: 15 amigas em comum com um ex meu que eu não tinha mais contato a anos. Eu tava sem sono né? Peguei meu notebook, uma xícara de café e meu maço de cigarros e comecei o serviço de CSI.

Abri o Facebook do dito ex e o Instagram do novo Mozão: Todas as moças que o moço seguia, sem exceção eram amigas do meu ex no Facebook.

Pensei: Ok ou é parente ou é a mesma pessoa. Voto na mesma pessoa.

Mas não gosto de ter dúvida então vamos continuar a investigação. Abri o Twitter do ex. E foi ótimo. Porquê todas as vezes que o Mozão novo dizia que tava jogando um jogo específico tinha compartilhado no twitter do ex capturas de Tela do mesmo jogo. Uma excelente prova.

Mas eu queria a prova definitiva e continuei fingindo demência com o Mozão no telegram. Eu já tava até me divertindo, mas eu queria a humilhação do infeliz.

Antigamente eu trabalhava num call center, acho que já contei isso no twitter, enfim peguei o número do celular que o Mozão tinha me dado e entrei em contato com uma pessoa das antigas e falei. Quero tudo desse número. Quero prints de todas as informações atrelada a esse número.

24 horas depois tava na minha mão: Nome, endereço, CPF DO MEU EX. Número cadastrado no próprio nome. Foi mais fácil que tirar doce da boca de criança e agora eu estava pronta pra vingança.

Chamei o moço e falei: Eu quero saber quanto tempo você vai ficar aí fingindo que é alguém mais bonito e mais interessante que você é de verdade.

E continuei: Eu até estava me divertindo te usando pra me fazer rir, mas como sempre acontece eu enjoei de você. De novo.

Ele: Eu não sei do que você está falando.

Chamei pelo nome real e falei: Eu sei que você não me esqueceu mesmo depois de dez anos que te dei um pé na bunda e precisou de um fake pra vir Aqui ver meus peitos de novo mas isso só te provou que eu mostro meus peitos e transo com qualquer desconhecido na internet menos com você.

Agora eu quero que você suma. Porquê eu tenho todas as provas documentadas que você não é quem diz ser. E se um dia eu te ver em qualquer rede social minha ou tentando contato com alguém próximo a mim te denuncio por estupro virtual mediante fraude.

(Obrigada MP pelo precedente)

E desde então eu nunca mais vi nada referente a esse ser repugnante.

Mil fitas…

Eu não imaginava que tinha tanta coisa pra escrever. Tava tudo encaixotado em alguma parte da minha mente. E desde o momento que abri a caixa não para de fervilhar histórias que quero contar. Aí paro e penso: – Humm não, essa é muito triste, ou pera essa vai me dar vergonha.

Desnudar a mente e o coração tem lá seu preço, mas tá divertido. Pelo menos eu posso fingir que ninguém tá lendo.

Nesses 41 anos de vida eu já vivi coisas demais. Cada perrengue que olha, não sei como sobrevivi. Eu lembro de pelo menos três situações que eu não morri por pouco. Nas três eu tinha culpa.

Ok, eu tenho problema em culpar os outros. As vezes eu carrego culpa que nem é minha, porém eu sei que eu fui muito irresponsável em muitos momentos da minha vida. Vocês vão saber quando eu contar.

Testemunha de J.k Rowling

Harry Potter me salvou e eu posso provar.

Quando minha filha mais velha nasceu eu estava na merda, já tinha estado na merda antes, nem era novidade. Ela nasceu em 1997. 03/07/1997

Nós últimos dias de gravidez eu estava vendo as notícias do lançamento de um livro que tinha sido lançado uns dias antes. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Eu queria muito ler, mas obviamente eu não tinha dinheiro pra comprar. O tempo passou o livro foi um sucesso incrível, minha filha cresceu um pouco e pra desespero geral da nação eu tava grávida de novo. Eu não tinha TV em casa, meu marido vivia de bico nessa época específica. A situação era realmente ruim, mas eu tinha uma menina de um ano e pouco e grávida de novo. Meu ex marido nunca ficava em casa, tava sempre na rua. Era eu e minha filha e a barriga enorme. Vocês não imaginam o quê é não ter um real pra comprar um litro de leite. Já teve vez de colocar farinha de mandioca e água com açúcar numa mamadeira pra Thayná beber, mas voltemos ao assunto. Tinha uma biblioteca perto de casa e eu lia muito. Um belo dia eu cheguei lá e tinha chego(ou chegado? Nunca sei) O livro do Harry Potter. EU IA PODER LER DE GRAÇA.

Levei pra casa. Vocês já tentaram ler com uma criança de um ano e pouco, dois anos por perto? É difícil pq não param quietas, querem atenção, choram. Só que comecei a ler em voz alta. Colocava a neném na cama e ficava lendo pra ela ouvir. E ela dormia ouvindo. Aliviava a fome dela e a minha. Distraia a menina.

Eu perdi as contas de quantas vezes eu li Harry Potter pra ela. Ela cresceu com Harry Potter. Os filmes, os livros, cada novo filme e novo livro era uma parte da vida dela e da minha que estava mudando, se transformando junto com o universo da JK.

Essa ligação com Harry Potter só eu e ela temos, meus outros livros nem gostam, porém pra mim e ela é diferente.

Eu as vezes me acho velha demais pra amar tanto o universo mágico que a J.K criou, mas quem se importa?

Hoje minha filha tem 24 anos e tem uma filha, Luna. Eu queria que minha Neta se chamasse Hermione mas ok, Luna também é uma boa personagem pra homenagear.

Livros salvam vidas, de uma forma ou de outra. Qualquer outra hora eu escrevo sobre minha paixão por livros. Hoje é meu carinho pra JK e seu universo mágico.

725km

O texto a seguir eu escrevi completamente apaixonada. Jurando de pé junto que seria pra sempre.

Agora não me perguntem como uma mulher de 35 anos nas costas(na época do texto) podia ser tão inocente, eu não sei. Eu apaixonada sou uma desgraça. O moço para o qual escrevi esse texto ainda tá por ai (oi @) Mas o fim da historia vocês sabem.

“Te beijo sem tocar seus lábios. Te abraço sem sentir o calor do corpo.

Aquele nosso olhar que nunca se cruzou e meus desejos constantemente reprimidos por sua ausência. Vontades vividas somente na imaginação.

Sonhos que se repetem na mente, lágrimas que saem do controle dando nós na garganta e esgotam minhas forças.

Não poder esticar o braço e te encontrar ao meu lado na cama, nunca sentir o cheiro do perfume, sentir saudades dos carinhos que nunca tive, tudo isso me frustra, magoa e me faz fraquejar, mas nunca desistir.

Sabe o que é procurar por um rosto parecido com o seu em cada homem na rua?

Como pude me apaixonar tão perdidamente por alguém que nunca vi?

Meu coração é louco por bater tão desesperadamente a cada vez que me chama. Meu sorriso ilumina e fico feito uma idiota sorrindo para a tela do computador.

Dizem que sou louca por te querer assim. Meus amigos não entendem mas ninguém me convence que não vale a pena, porque só quem já passou por isso sabe como eu me sinto.

Sabe como é amar a pessoa mesmo nunca tê-la tocado, sem nunca ter tido o prazer de sentir o sabor de seu beijo.

Sabe como é ficar horas esperando a pessoa ficar online só pra ter aquela mesma conversa de sempre.

E sabe como é passar o dia esperando para falar com ela, pensando nela. E o mais importante, só você sabe como eu me sinto. Então nunca, nunca deixe que a distância, as pessoas e as circunstâncias o atrapalhem.

Eu o amo independente do tempo, espaço e distância.

Eu o amo.

Amo seu senso de humor,

Amo seu sorriso que me encanta,

Amo sua capacidade de me fazer me apaixonar por vc varias vezes no mesmo dia.

Amo sua forma de me arrancar gargalhadas que me fazem esquecer quão difícil está o dia,

Mas acima de tudo eu amo essa ligação que temos que faz com que os 725 km que nos separa, não seja absolutamente nada.”

Crachant mots

As vezes, muitas vezes, é difícil colocar em palavras o sentimento.

Principalmente quando eles só fazem sentido pra você.

Desanima explicar pra quem quer que seja o que está se passando.

Então ” deixar pra lá” é mais fácil.

Evitar explicações longas e possíveis complicações vinda da conversa.

Eu que sempre fui tão aberta, tão expansiva, me recolho. Evito, desconverso.

Cada vez menos exponho e aos poucos me sufoco.

Quantos dias para morrer de vez?

E morrerei sozinha dentro do meu próprio eu, trancada com as palavras não ditas. Aterrorizada pelas palavras que na minha mente continuam em loop querendo sair pela boca. Mas eu as engulo. Não faz sentido.

Tento acalma-las, distraí-las.

As vezes funciona, as vezes dormem e eu posso ter um mínimo de paz.

Porém não me engano estão lá me espreitando, aguardando o momento de me atacarem todas de uma vez.

Eu me pergunto: Porquê na minha mente as coisas são tão simples e quando as palavras são ditas não as entende?

Eu estou cansada, muito cansada de tentar me fazer entender e com isso reduzo drasticamente meu vocabulário.

Este é um texto meu de 2015, após uma briga com meu ex.

A eu do passado não estava feliz. Eu consigo sentir a angustia de não se fazer entender. A eu do presente teria mando a puta que pariu, mas mulher apaixonada é meio lesa.

Eu tenho três filhos e nenhum dinheiro…

Queria ter três dinheiro e nenhum filho.

Quando eu digo que não queria ser mãe muita gente fica escandalizada. Mas eu não queria mesmo. Eu não tive tempo de querer. Não tive tempo nem pra sonhar em ter filho. Tudo na minha vida foi no atropelo, até nascer. Eu sou tão azarada, mas tão azarada que eu engravidei na primeira vez que eu transei na vida. Transar mesmo, de verdade, na cama. Não aqueles enroscos adolescente. Enfim, eu era adolescente e adolescente é uma desgraça. Tenho lugar de fala. Criei três e não matei nenhum, mas vontade eu tive. Muitas vezes.

Mas vou contar agora do dia que eu descobri que a minha filha do meio fumava maconha. Oh Lord! Porquê senhor me fizeste mãe?!

Estava eu no meu trabalho no final da tarde, umas cinco da tarde e meu telefone toca, atendo e um homem me diz: eu sou o sargento Fulano a senhora é a mãe da Letícia?

Pensei: FUDEU! Minha filha morreu, foi atropelada, sequestrada, perdi meu rumo. Em cinco segundos eu imaginei todas as tragédias possíveis.

Aí o sargento diz: sua filha tá detida aqui no parque municipal junto com uma coleguinha dela, foram pegas fumando maconha.

Aí pronto! Eu comecei a pensar em todas as tragédias que eu ia fazer com ela quando eu pegasse ela na minha reta. Larguei o trabalho e sai correndo pra pegar o ônibus e ir lá no parque municipal matar ela pessoalmente.

Belo Horizonte na hora do Rush. Demorei duas horas e meia pra chegar no parque municipal, eu tava num nível de ódio que chegava perto de um Pincher. 50% ódio 50% tremedeira, vai que a polícia fazia algo com o meu bebê. Só eu podia matar a miserável.

Chego lá e ela tá sentadinha na frente do guarda. Na época ela tinha 15 anos, mas Letícia sempre foi pequena, tinha jeito e cara de dez anos. Uma inocência que ninguém desconfia. Pergunto pela outra menina que tava com ela. Uma amiga da escola. A mãe já tinha buscado a mini vaca. O sargento foi muito simpático comigo e falou: Olha as duas estavam fumando juntas, mas quando a mãe chegou a menina jogou todo B.O pra sua filha, disse que nem sabia que a sua filha tinha maconha na mochila.

Olhei pra Letícia.

Ela: Mentira mãe, era de nós duas. Compramos juntas na porta da escola. MINHA FILHA NÃO MENTE. Ouvi todo o esporro do Sargento, conselhos e etc peguei a meliante e voltei pra casa. No caminho eu falei: Se eu souber que você deu bom dia pra essa menina de novo eu vou te matar. Porquê é uma filha da puta, eu te ensinei que quando a gente erra a gente assume e arca com as consequências, a mãe dela não ensinou isso.

E continuei falando: Você tem 15 anos, tudo de errado que você fizer sobra pra mim porquê eu sou sua mãe e responsável por você. Então você se controla, eu não quero polícia me ligando por sua causa nunca mais.

Quer fumar maconha? Quem sou eu pra impedir? O quê adianta eu proibir? Nada, mas podemos fazer isso com segurança. Então impus regras.

Nada de fumar na rua. Nada de ir pra boca de fumo na pqp pra comprar. E nada de me pedir dinheiro pra isso, eu sou fumante, eu compro o meu cigarro e você vai comprar a sua maconha com o seu trabalho. Combinado? Combinado.

Nunca mais a Letícia me deu problema com isso. Ela fuma religiosamente todos os dias. Na época ela trabalhava no estúdio de tatuagem do pai dela. E hoje em dia já tem 22 anos. Trabalha muito, paga as contas dela e as minhas as vezes. Fuma no quarto dela, pq eu ODEIO O CHEIRO DE MACONHA. Então nada de fumar nas áreas comuns da casa.

É uma excelente filha, só me dá orgulho. Então sim, eu posso conviver com a maconha tranquilamente. Mas que eu quis matar ela quando eu descobri eu quis.

É sobre o quê?

Primeiro pensamento que tive quando resolvi voltar a escrever. Err.. Então?

É sobre mim. Sobre minhas histórias de vida. Sobre nada.

Aqui você vai encontrar com o tempo textos aleatórios sobre o ultimo livro que li, receita da ultima torta que fiz e gostei. Textos de amor pra quem nunca vai ler, minhas reclamações sobre o tinder claro, euainda estou a procura do meu futuro ex. Será a minha versão 2021 de uma carta na garrafa jogada no mar da internet. Talvez alguém pesque.

Até.

7X1 foi Pouco.

Vocês pararam pra pensar que a copa de 2014 foi a sete anos atrás?

O mundo mudou completamente. micróbio do caralho

Mas o assunto não é esse. Vou contar pra vocês porquê eu parei de beber muito.

O ano de 2014 foi relativamente bom pra mim, nada de muito ruim ou muito bom. Mas teve a COPA DO MUNDO! E eu apaixonada por futebol que sou estava felicíssima com a possibilidade de ver jogadores do mundo todo aqui.

(mentira eu só queria descolar um gringo e sair desse país, não aconteceu)

Quer dizer, eu conheci o gringo. Porém, contudo e entretanto não foi como eu queria. Vamo lá.

Eu e minha amiga Debby(Ela odeia que eu chamo ela assim) resolvemos ir pra área Nobre de BH achar um bar pra ver um jogo, era Inglaterra e sei lá quem. O jogo não era importante, importante era beber e ver os moços.

E meu deus quanto homem lindo nessa cidade, era o paraíso das solteiras. Eu e Debby achamos um bar temático se não me falha a memória, no Sion. Mas o Bar tava cheio de casais, chatíssimo. Saímos do Bar e resolvemos descer em direção a Savassi, onde era o Fluxo, como dizem os jovens. Descendo a rua tinha um buteco, LOTADO. Debby disse que tava cheio demais e deveríamos procurar outro, porém eu vi o homem mais lindo que eu já tinha visto na vida sentado com um amigo numa mesa do lado de fora e falei: NEMMM MORTA QUE EU SAIO DAQUI.

Vamos achar uma mesa e parar aqui mesmo, paramos. Achamos uma mesa, pedimos uma cerveja e papo vai papo vem eu não tirava o olho da mesa em questão. Então eu vi o moço levantar e atravessar a rua pra fumar. ESSE MOMENTO É MEU! Eu fumo, Debby não. Escondi meu Isqueiro e fui lá solicitar fogo pro cavalheiro. Ele não falava português. Era alemão. O inglês me salvou Obrigada Duolingo.

Fumamos ali na calçada do outro lado da rua e ele simpaticamente me chamou pra mesa dele e lá fomos eu e Debby. O amigo dele era francês e falava português relativamente bem. Então foi uma louca mistura de francês inglês português e alemão. Porém a língua da cachaça é universal. Vocês já tentaram acompanha um alemão tomando cachaça? Não tentem, só que eu sou brasileira e não desisto logo, bebi. Tomei todas.

E.. Acordo com a Debby me sacudindo pra eu ir embora. ONDE EU TAVA MEU DEUS? EU TO PELADA! Vesti minha roupa com a Debby ajudando, sem saber onde, porquê e pra quê. Sai do apartamento (NÃO SEI QUE APARTAMENTO) Enjoada, vomitando na rua, a cara da derrota. E a mente branca. Eu não me lembro de absolutamente nada. Não sei onde era esse apartamento, não sei se transei, juro. Eu me auto analisei toda. Não tinha hematoma, nem dor. Nada. Se eu transei foi bem básico mesmo porquê o moço transou com um cadáver. Eu tava morta para o mundo. Porém estava nua. Logo, talvez quem sabe.

Quem é o cara? Não sei. Não lembro o nome. Não peguei contato. E é por isso crianças que eu não bebo mais. Desse dia em diante eu reduzi a bebida em 95%. Tomo lá uma vez na vida ou na morte, uma cerveja. Outras bebidas nenhuma. Porquê não existe sensação pior do que a de você não lembrar o que fez. Escrevendo esse texto eu forço minha memória pra esse dia e é exatamente como contei. Lembro de mim na mesa conversando e já pula pra Debby me acordando. O restante é um enorme buraco branco.

Vejo vcs por aí.

Até.