Calculando o preço do amor em Libras.

Pouca gente sabe mas eu crio um dos filhos da minha irmã. Crio é modo de dizer pois ele veio morar comigo já tinha 15 anos, hoje quase com 21 é um excelente rapaz. Meu quarto filho.

Pedro nasceu lá em Barra de São Francisco, filho do primeiro casamento da minha irmã do meio. Minha irmã se casou aos 18 anos e o casamento durou exatamente um ano e meio. Quando Pedro nasceu ela se separou e veio morar comigo aqui em BH. Morou comigo até se casar novamente. O então primeiro marido se mudou pra Inglaterra e ninguém nunca mais ouviu falar dele. Vida que segue.

Minha irmã se casou novamente, teve uma filha com o segundo marido, se separou e casou de novo. Pedro veio pra minha casa e seguimos aqui. Ele só veio a saber que tinha um pai biológico diferente do da irmã aos 11 anos e isso sinceramente não fez diferença pra ele, ele sabia que tinha um pai mas era só uma figura folclórica. Pai era o segundo marido da minha irmã e ponto.

Corta pra 2022.

Pedro me chama e fala: Tia você não vai acreditar quem me achou no Facebook.

Meu pai.

Eu: Quem? O original? Ele é tia, me mandou mensagem. Eu pensei que esse negócio de pai que some e reaparece 20 anos depois era só em filme, mas ele apareceu.

Eu como pessoa sentimental que sou disse: Opa! Trata bem porquê a Libra está caríssima!

Vamos ser realistas e Calculistas né meu povo.

Pedro viveu 20 anos sem pai biológico, sem amor e sem o dinheiro dele. Quando a minha irmã foi pedir pensão a família do pai dele se recusou a dar o endereço e principalmente ameaçou entrar na justiça pra pegar a guarda da criança se a minha irmã insistisse na pensão.

Agora que o rapaz tem 20 anos aparece. Ótimo. Pedro precisa de amor, mas precisa pensar no futuro dele.

Enquanto o povo pensa na parte novelistica da coisa eu vou pensar na parte financeira. Pague o amor em Libras por favor.

Não tem título engraçadinho

Hoje acordei depressiva, a depressão raiz sabe. Aquela que faz com que você pense na sua vida e conclui que tá uma merda. Mesmo sem estar realmente.

Sabe a música do Raul Seixas que diz:

“Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família no jardim zoológico
Dar pipoca aos Macacos, mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa 10% de sua cabeça animal

Então essa sou eu hoje. Não quero tomar banho, não quero falar com ninguém, não quero nem existir hoje.

O pior é ter consciência que estou doente. Eu sei que tô. Ninguém precisa me dizer que preciso me cuidar. EU SEI!

Só não tenho vontade. Se existisse um remédio pra eu ir ali na farmácia comprar e essa sensação de vazio sumir eu ia lá comprar, mas não tem. Eu vou ficar aqui quietinha esperando passar.

Meu único problema é não ter um marido, segundo minha mãe.

Tava aqui lendo a TL do Twitter e me deparo com essa matéria (Não consegui colocar o link mas só procurar no Intercep)

Então me lembrei que a última vez que a minha mãe me ligou ela elogiou muito a criação que dei para meus filhos, disse que sou uma ótima mãe e ” que meu único problema é não ter um marido”.

Pensei: Uai então eu não tenho problema nenhum.

Porquê MARIDO não resolve nenhum problema, muito pelo contrário, cria muitos.

Ok, eu sou uma mulher saudável, óbvio que preciso de trocar fluidos com o sexo oposto as vezes por motivos óbvios.

Mas ter um marido como peça de acessório pra mostrar pras visitas eu acho muito desnecessário.

É tipo: Olha o marido semi novo que comprei, bebê pouco, e quase não se vê os defeitos da lataria.

Não, eu não preciso de um marido. E pensando bem, minha casa não tem espaço pra essa nova mobília.

Eu teria que mudar todo layout da minha vida pra encaixar ele. Vocês conhecem a piada do bode na sala? Pois então, um marido é isso. Um bode na sala.

Agora pensem comigo nessa mulher que MORREU, eu disse MORREU, pq o marido não permitiu, permitiu, que ela se vacinasse.

Como disse o Cardoso: “Pensando bem, bem feito”.

Eu não tenho dó de gente burra. ” Ah mas você tem que entender… ” Não eu não tenho. Nenhuma pessoa com dois neurônios funcionando pode se sujeitar a outra desse jeito.

Toda vez que eu vejo uma mulher falando: “Aí meu marido não deixa”, ” Vou pedir pro meu marido”.

Minha vontade é voar na garganta e dar na cara da pessoa pra ela aprender a ser gente.

Eu não tô falando de coisas absurdas. Tipo ir pra um Gang bang com 8 jogador de futebol.

É coisa simples tipo cortar o cabelo ou entrar na academia. Comprar um chinelo novo.

TOMAR VACINA.

Tô puta.

Nasceu! E é Homem!

Todo mundo já ouviu essa frase em filme e/ou novela de época. A mulher lá morrendo pra parir e o homem na sala preocupado se a criança que está pra nascer é macho.

Pois então, eu vivi isso e meu ex marido é esse homem.

Quando engravidei a primeira vez ele queria um menino. Eu não queria nada, nem queria tá grávida, mas enfim veio menina.

A segunda gravidez, menina de novo. Eu ouvia direto frases assim: Ah meus irmãos tem filho homem, só eu que não tenho. E daí? Pensava eu em silêncio.

Ele, nós, pobre pobre de Marré de ci. Não era como se o filho fosse ser o herdeiro de uma grande fortuna, por quê caralhos tinha que ser homem? Mas eu, esposa a moda antiga, decidi que ia dar a porcaria de filho homem que ele queria, e acabar com essa agonia.

Em 2004 engravidei a terceira vez. Orei pra todas as deusas da fertilidade que eu achei, tinha que ser homem porquê aí eu já podia me aposentar de barriga d aluguel dos sonhos alheios.

E VEIO HOMEM! AMÉM! AMÉM!

Um ano depois…

O meu marido me larga e vai morar um outra. E o filho sonhado e amado que se lasque. Tá, vou ser justa, ele realmente ama demais os filhos, mas o amor foi até a página 02. O trabalho bruto SEMPRE foi meu.

Quando o menino já estava entrando na adolescência sismou de ir morar com o pai. Sofri, chorei mas deixei ir. O menino odiou cada segundo, porém eu ensinei a ele que a vida é feita de escolhas e as consequências dessas. Morou com o pai até os 16.

Corta pra atualidade…

Meu filho é o típico adolescente geração leite com pêra. Vegetariano, joga LoL, assiste anime. Única coisa que eu consegui fazer funcionar é que não usa pronome neutro. Pq aí eu ia ter que agredir. O sonho do filho MACHO foi pra vala. Eu acho muito engraçado.

Então ontem meu ex marido mandou mensagem pra minha filha do meio: MEU FILHO HOMEM ESTÁ NAMORANDO, vou até patrocinar ele sair com a namorada “babando de orgulho”.

Minha vontade era mandar mensagem pra ele falando: Suas filhas estão dando desde 2015 e não vi você pagando o motel oh filho da puta!

Mas me contentei em rir.

Discurso de ódio é meu pau de óculos, Twitter.

Twitter me colocou no cantinho da disciplina porquê desejei a morte lenta e dolorosa do narrador do jogo de futebol que eu estava ouvindo no rádio.

Eu sinceramente não concordo. Eu quero expressar meu ódio, porquê matar ainda é crime. Não posso sair da minha casa e lá e dar um tiro em quem eu não gosto. E não posso nem xingar o filho da puta arrombado?

Que palhaçada é essa?

Eu quero meu direito básico que é xingar muito no twitter. Pra quê eu quero rede social se não é pra xingar os outros? Tem outra finalidade?

Tô com raiva.

Sonho por noites seguidas no mundo acabando num belo dia.

AVISO.

O texto a seguir foi escrito em algum momento de 2020. Queria ter acertado alguma das minhas previsões.


Que mês era?

Que dia do mês era?

Eu não sabia mais, e não me importava mais. 

A última vez que havia conseguido carregar o celular já fazia muito tempo. Quanto tempo? Não sei.

Olhava através da janela e via meu antigo gato passeando no telhado da vizinhança, ele havia decidido ser um gato livre, eu não podia culpá-lo por isso.

Respirava fundo, tentando encontrar ânimo para ir lá fora, tirar o lixo acumulado na cozinha, fazer algo para que eu me sentisse viva.

Mas o medo ainda existia, era engraçado sentir medo, segundo todos os cientistas o vírus não era mais letal, hoje em dia não passava de uma gripe comum, teoricamente era seguro ir lá fora, mas o medo não é racional.

O medo mudou o mundo.

Me lembro como se fosse ontem dos primeiros meses, quando se iniciou o período que os historiadores de hoje chamam de “A grande quarentena”

Todo mundo ria, os políticos dizendo que era uma bobagem, o povo andando nas ruas sem máscara, eu não consigo imaginar alguém que nasceu pós quarenta saindo sem máscara, mas acreditem houve um tempo que elas não existiam.

A internet fazendo memes. Eram milhares, a internet era ilimitada, usávamos o tempo todo pra tudo. Não é como hoje em dia que tudo é escasso.

E eu? Eu desejando a morte de todos. Eu era jovem, mal tinha feito 40 anos, eu estava segura em casa com meus filhos e meus gatos.

O povo que se foda, eu pensava.

Mas os dias foram passando, primeiro era 15 dias em casa, depois 30 dias, 3 meses e o povo começou furar a Quarentena, incentivados por um presidente genocida voltaram ao trabalho.

Então aos poucos as mortes foram aumentando.

No início sutilmente.

50 mortes a mais, quem liga? Foi no Rio grande do Sul.

150 novas mortes, no Nordeste.

Um belo dia sem que ninguém desse conta chegamos a 10mil mortes.

Nosso sistema de saúde era uma piada de mal gosto, os IMLs não davam mais contas, e começaram a usar os frigoríficos pra guardar os corpos, depois bem… depois as montanhas de corpos queimados. 

E vieram os saques, ou os saques vieram antes não lembro agora, já estou velha demais.

E as mortes pelo vírus não era mais a maioria da mortes, ninguém mais se lembrava da curva se era achatada ou não. A sobrevivência era a prioridade.

Não tinha emprego, o presidente havia sido morto, disseram que foi um atentado, porém na minha cabeça foi o vírus. Aquele desgraçado era contra as vacinas, ele incentivou milhares a tomar remédio de verme, ele queria acabar com o povo. Até seu último dia de vida lutou a favor do vírus. O nome dele hoje é proibido, varrido da história mas pesquisem por genocida, vocês vão achar.

Os filhos dele tentaram roubar o poder num golpe e o país entrou numa guerra civil nunca antes vista na história. Eram nós contra eles e meus filhos se juntaram a resistência.

Nunca mais soube notícias. Espero que estejam vivos, resistindo. Sinto saudades dos meus filhos, mas foi por um bem maior.

E eu? Eu já li todos os livros joguei todos os jogos.

Energia elétrica só quando consigo.

Agora eu daria tudo só pra entrar no twitter uma última vez. Pra quem ainda é jovem e não sabe o Twitter era uma rede social, sim daquelas que foram proibidas por incentivo ao ódio. Não acreditem no que dizem, o Twitter era bom.

Dizem que nos Estados Unidos as coisas estão voltando ao normal. Mas o que é normal? Já fazem uns 20 anos que dizem que tudo vai voltar ao normal. Mas não existe o normal. Existe o antes e o depois. Nada será como antes se nós não somos os mesmos.

Li tudo isso num pedaço de jornal que eu achei semana passada, talvez seja Fake News. 

Um tiro quase fatal.

Estava ali no twitter conversando amenidades com o pessoal e me lembrei do dia que meu irmão tomou um tiro.

Por incrível que pareça eu não me lembro o ano que foi. Mas foi qualquer coisa entre 2008-2010.

Eu estava trabalhando quando me ligaram e pediram pra eu correr para o hospital.

Favela, sabe como é. Cheguei no hospital e a vizinhança estava toda lá e minha mãe aos prantos pois meu irmão tinha levado um tiro do Naldinho, tenho quase certeza que esse era o nome. Naldinho era amigo do meu irmão de infância, filho de uma amiga da minha mãe e tão problemático quanto meu irmão.

Segundo as fofocas de boca em boca na porta do hospital meu irmão tava envolvido com uma ex do tal Naldinho, mas falando sério eu nunca procurei saber o motivo real. Geralmente meu irmão é culpado de tudo, só teve uma vez que ele foi inocente. Conto numa outra oportunidade.

A moça que colocou meu irmão no carro e levou pro hospital depois do Tiro disse que meu irmão só pedia água até desmaiar. Todo mundo me dizendo que ele não ia sobreviver. Minha mãe foi enfática: Eu não vou lá ver ele morto.

Sobrou pra quem? Isso mesmo pra mim.

Solange a enfermeira chefe do hospital era ex mulher do meu padrasto então foi até fácil saber notícias.

Segundo ela o cirurgião insistiu em fazer a cirurgia pra retirar a bala mesmo quando os outros médicos disseram que não precisava porque ele não ia sobreviver mesmo.

A cicatriz que meu irmão tem começa do meio do peito e termina nas costas. É como se ele tivesse sido esquartejado mas era só uma cirurgia de emergência.

Terminou a cirurgia e pediram pra alguém acompanhar ele no quarto durante a noite

E a minha mãe disse: Eu não vou porque não quero estar do lado quando ele morrer.

E lá vou eu.

Uma noite inteira olhando pra uma tela assim.

A cada segundo eu pensava é a última linha. Agora foi.

Foi a noite mais longa da minha vida. Na minha cabeça meu irmão estava morrendo a cada segundo a noite toda. Quando foi de manhãzinha ele me pediu água e eu sempre ouvi que as pessoas pedem água quando estão morrendo, pensei não posso dar se não ele morre. Chamei a enfermeira e ela me deu um copinho desses de café com água e uma gazinha pra eu molhar e passar nos lábios do meu irmão. E assim amanheceu o dia.

Meu irmão não morreu. Logo foi para o quarto e em uma semana tava brigando pra dar alta pra ele. Vazo ruim não quebra né?

Enquanto meu irmão estava no hospital o cara que deu o tiro nele foi assassinado. Não sei quem matou, e pouco me interessou saber. Só fiquei feliz por meu irmão estar no hospital todo costurado e não caiu sobre ele a culpa.

E se alguém perguntar se meu irmão aprendeu algo com isso a resposta é não. Nasceu de novo como diz minha mãe porém continua fazendo tudo errado como na vida anterior.

Quem quer consegue.

Isso é uma frase que li ontem no twitter, sobre aprender programação e inglês e o povo dando xilique como sempre.

Aí me lembrei que comecei a aprender inglês lá pelos meus nove anos Em Barra de são Francisco. Eu já contei q minha mãe era gari né? Pois então ela trazia muitos livros do lixo, livros que os filhos dos ricos da cidade jogava fora. Para mim todo livro era livro eu não me importava que era livro escolar do ano anterior eu queria ler.

Então fui aprendendo sozinha, fazendo associação de figurinhas com palavras e quando estava lá pela quarta série já sabia o básico pra impressionar meus professores. Lembrando que não tinha inglês no ensino básico. Inglês era introduzido na quinta série e como todo mundo deve se lembrar era o verbo to be pra sempre.

Quando cheguei nessa fase eu já sabia ler em inglês o suficiente pra ser a melhor aluna da escola e ter as melhores notas. Quando cheguei ali pelos 14 anos comecei a trabalhar numa mineradora como office girl e meu patrão era americano o quê me ajudou a desenvolver ainda mais a fala. Eu já conseguia me comunicar em inglês perfeitamente. Só que tudo desandou quando fui expulsa de casa e minha vida mudou completamente.

O inglês foi relegado pra último plano. Todo meu esforço até então foi para o ralo. Eu poderia falar inglês fluente hoje em dia se eu tivesse continuado estudando. Hoje em dia eu morro de preguiça, não vou mentir.

Em 2009 eu fiz um curso presencial de inglês e italiano, porém não continuei a estudar

O quê eu quero dizer com isso é: Sim! Quem quer consegue. Hoje em dia eu tenho tempo de sobra pra estudar, mas estou sempre inventando uma coisa nova pra tirar meu foco do estudo.

Aprender qualquer coisa exige: Tempo, foco e disposição, coisas essas que parecem estar cada dia mais em falta.

A eu de nove anos ficaria muito brava comigo de ter tanta coisa fácil pra ler e estudar e eu não fazer. Eu sou uma decepção pra mim mesmo. Peço desculpas pra aquela menina de nove anos e ficava feliz com os livros do lixo. Ela não merece a eu preguiçosa que me tornei.

A difícil arte de não desistir.

Depois de um hiato na minha vida amorosa de quase três anos resolvi botar a cara no sol e arrumar um novo amor.

Mas puta que me pariu que coisa difícil essa de me apaixonar, difícil me interessar de verdade por alguém.

Tudo começou lá em abril quando instalei o Tinder. Eu realmente estava empenhada na empreitada, cortei o cabelo, botei umas coisas na cara, tirei umas fotos e pronto perfil feito.

O TINDER É UM INFERNO.

Nunca vi uma coleção tão horrível de homem no mesmo lugar. Aquilo lá foi feito pra qualquer ser humano desistir do amor.

O André diz que eu escolho os homens errados, em minha defesa eu digo que lá não tem homem certo. Todos são igualmente insuportáveis.

Pra não dizer que não dei chances a ninguém eu sai com 03 caras. Numa seleção de uns 450/500 matchs nesses seis meses.

O primeiro cara claramente era abusivo e não gostava de ser contrariado. Deixei passar o primeiro Red flag, o segundo, porquê eu estava apaixonadinha. Mesmo meus amigos Lucas e Rosana me alertando eu deixei passar uns sinais.

Sinais:

Metido a dominador. Começou com papo de BDSM, eu já devia saber mas fiz graça e contornei.

Extremamente arrogante e convencido. Se considerava extremamente inteligente, como se fosse um favor ao mundo ele existir.

Impaciente. Qualquer coisa que eu dissesse ele levava pro pior lado possível.

Enfim eu me embucetei e apaguei o contato dele e nunca mais ele me procurou. Era lindo porém não valia o esforço.

O segundo cara foi uma decepção. Eu esperava mais dele, a culpa foi minha.

Era um gordinho engraçado. Roqueiro, nerd. Bem típico e estereotipado. Conversarmos umas duas semanas porquê ele não era de Minas e viria a BH pra uma entrevista de emprego. Quando ele veio pra BH atravessei a cidade pra me encontrar com ele lá no Arbn que ele estava.

O gordinho simpático e engraçado acabou com quando a porta se fechou atrás de mim. Fui tratada como uma puta contratada sem a parte de receber. Sem simpatia, fiz lá o que era pra fazer e voltei pra casa. Não valeu o preço que paguei pelo Uber.

O terceiro esse seria engraçado se não fosse triste. Um cantor de Reggae. Na paz de Jah. Pensei eu.

Maconheiro até umazora. Pensei que ia dar certo pois meus filhos fumam maconha então não ia estranhar o ambiente, e se dá bem com meus filhos é 60% do caminho andado.

Primeiro encontro. Maravilha. Nós encontramos no bairro dele, fomos visitar um amigo dele fui tratada como namoradinha. Mãos dadas, sorrisos e depois fomos pra casa dele. Zero defeitos até aí.

Tudo começou a desandar após esse encontro, pois acredita em signo, energia e essa balela toda. Acreditar em signo não é um defeito tão grande se a pessoa não fala nisso a cada três frases. Toda frase sobre ele terminava com … Sou ariano né, sabe como é.

EU NÃO SEI DESGRETA!

O segundo e último encontro eu acabei com o romance sem querer. Convidei pra ir almoçar lá em casa no domingo. Eu fui pra cozinha, isso por si só já era prova de amor. Eu sabia que ia dar merda quando ele disse que ia de BICICLETA. Eu deveria ter dito pra não ir aí. Mas eu queria um amorzinho né, então engole o preconceito com bicicleteiro maconheiro.

Fiz o almoço e até liberei fumar maconha na sala o quê lá em casa é proibido, abri exceção pro meliante.

Todo mundo que me conhece um pouco sabe que eu sou apaixonada pelos programas do Investigação Discovery. Anotem.

Coloquei meu almoço ele o dele e fomos almoçar na cama e peguei meu notebook e coloquei um vídeo do ID pra ir assistindo enquanto almoçavámos. Meu erro.

Ele se virou muito sério pra mim e disse: “Pode tirar esse vídeo por favor, eu detesto violência, me trás uma energia ruim”.

Eu juro pela minha mãe mortinha que eu falei sem pensar. Respondi o que eu pensei sem filtro.

” Puta que me pariu, você é fresco demais”

Acabou ali o clima. Virou uma verdadeira torta de climão. Ele levou pro coração.

Terminamos de almoçar em silêncio, falamos algumas amenidades mas não foi a mesma coisa.

Ele foi embora mais tarde e nunca mais nos falamos. Me importei? Nenhum pouco. Não ia dar certo.

Depois desse nunca mais me animei a sair com ninguém do Tinder. Mantive o perfil, passei meu whatsapp para mais uns caras porém sair e conhecer cara a cara não tive ânimo.

E ontem desisti de vez. Deletei o perfil, cancelei a assinatura. Foram seis meses nessa procura pela outra metade da laranja e a conclusão que eu cheguei é que o amor encontra a gente e não o contrário.

Se tiver que ser vai ser, mas já tô aceitando o destino. Talvez o amor, desses de cinema não seja pra mim.

My bad…

Fofoca de vizinha

Tenho uma vizinha que me faz pensar muito nesse negócio de relacionamento. Como todo mundo sabe eu tô solteira a muito tempo, porém quero um amorzinho porquê não sou de ferro.

Minha vizinha chegou aqui chorando hoje. É uma senhora de 60 anos. Avó.

É uma senhora moderninha, tem várias tatuagens. Se cuida. Porém contudo e entretanto é uma mulher sem amor próprio quando se trata de relacionamento.

Ela morre pelo ex marido, que não é ex.

Explico.

O filho de uma puta foi casado com ela por muitos anos e se separaram em 2019 porquê ele se enroscou com uma piranha funcionária dele com idade pra ser neta. Uma dessas piriguete de vinte poucos anos que adora vida boa bancada por velho safado. Tá errada? Ela não. Cest la vie.

Voltemos a história. O cara está lá comendo a mocinha e a senhora morrendo de tristeza. Só q ela É BURRA. Ela espera q ele volte pra casa.

O motivo do choro de hoje é: Essa semana ele fez um cateterismo, ela a esposa(?) Ficou com ele no hospital, cuidou, levou pra casa deu os remédios.

Ele simplesmente melhorou e sumiu sem explicação porquê foi dormir com a novinha enquanto ela IDIOTA ficou esperando por ele.

Eu digo pra ela se amar, deixar de ser trouxa.

Deixar o filho da puta morrer do coração sei lá eu.

Eu jamais cuidaria do traste nessas condições. Nunca, em hipótese alguma eu perderia uma noite de sono por alguém que não me retribui o mínimo de consideração. Mas como eu sou do a dona do buteco vendi duas garrafas de vinho pra ela afogar as mágoas, porquê enquanto uns choram, outros vendem lenço.