A puta de todo mundo.

Eis o que eu sempre fui.

Por um breve período acreditei, várias vezes acreditei que “com esse vai ser diferente”, ele não é igual aos outros.

Você deve tá pensando, nossa como ela é burra, é eu sei disso. É burrice acreditar que eu, velha de guerra tenho chances.

Mas acreditar que tudo ia ser diferente foi o que me trouxe até aqui.

Mergulhei de cabeça e me quebrei tantas vezes que estou aqui aos cacos.

Desisti de juntar, não tem cola mais que resolva. Tantos amores, tanto desperdício de tempo. E o que sobrou foram só as cicatrizes.

Amargura, rancor e inveja de quem tem o que nunca tive.

Quem sou eu além de mais uma puta entre tantas?

Não sirvo pra casar, nem pra apresentar pra mãe, e se apresentar ela vai virar a cara, não sirvo pra nora tambem. Eu sou aquela que serve pra você quando as outras estão ocupadas.

Não, eu não estou magoada, eu entendo. Entendo que elas são mais gentis, mais sutis, educadas e limpas.

Eu sou uma mistura de marcas e manchas. Não dá pra competir.

Eu vou ficar aqui. Quieta, muda, fingindo estar feliz.

As coisas acontecem simplesmente acontecem, não é culpa de ninguém. Talvez minha.

2 comentários em “A puta de todo mundo.

  1. Não consigo sair desse post… Dói de um jeito absurdo, sempre achar que vai ser diferente, a felicidade preenchendo tudo, e daí conseguir sentir no ar o cheiro da mudança, como quando sente no ar que vai chover e saber que não é uma paranóia, é o início da pessoa passar a agir como os outros, e pensar “pqp de novo? Mas eu fiz tudo direito…”

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